A triunfante providência de Deus na vida de um homem (2)
Referência: Atos 7.8b-16
A doutrina da providência divina
nos mostra que Deus é soberano e que ele está no controle absoluto de todas as
coisas e que ele não disperdiça sofrimento, e que as provas pelas quais
passamos são inevitáveis, variadas, passageiras e pedagógicas, mas todas elas
são trabalhadas por Deus para o nosso bem final.
a)
José enfrentou a dor de viver sem identidade.
• José agora é um adolescente amado
pelo pai, traído pelos irmãos, vendido como escravo para um país estrangeiro.
Ele sentiu-se menos do que gente, objeto, mercadoria. Se não fossem seus
sonhos, ficaria marcado para o resto da vida.
• José foi para o Egito sem nome,
sem honra, sem dignidade pessoal, sem direitos, sem raízes. No Egito é revendido.
É colocado no balcão, na vitrine. É apenas mão-de-obra, máquina de serviço,
mercadoria humana.
b)
José enfrentou a dor da sedução sexual.
• José poderia ter várias razões
para justificar a sua queda moral.
1.
Ele era um adolescente (Gn 39:2) –
Os psicólogos diriam: esse é o tempo da auto-afirmação. Os médicos diriam: esse
é o tempo da explosão dos hormônios. Os jovens diriam: ele precisa provar que é
homem. Ele poderia dizer: o apelo foi irresistível.
2.
Ele era forte e bonito (Gn 39:6) –
Ele era um jovem belo, inteligente, meigo, personalidade de líder.
3.
Ele estava longe da família (Gn
39:1) – Não tinha ninguém por perto para vigiá-lo.
4.
Ele era escravo (Gn 39:1) – Afinal
de contas era a sua própria patroa que o seduzia. Ele podia pensar: “um escravo
só tem que obedecer”.
5.
Ele foi tentado diariamente (Gn
39:7,10) – Não foi ele quem procurou. Foi a mulher que lhe disse todos os dias:
“Deita-te comigo”. Ele agiu de forma diferente de Sansão que não resistiu à
tentação.
6.
Ele foi agarrado (Gn 39:11-12) –
Ele podia dizer: “Eu fiz o que estava em meu alcance. Se eu não cedesse, o escândalo
seria maior.”
• José preferiu estar na prisão com
a consciência limpa, do que estar em liberdade na cama da patroa com a consciência
culpada. Ele perdeu a liberdade, mas não a dignidade. Ele resistiu o pecado até
o sangue.
• José manteve-se firme por
entender a presença de Deus na sua vida (Gn 39:2-3), a bênção de Deus em sua vida
(Gn 39:5). Também por entender que o adultério é maldade contra o cônjuge
traído (Gn 39:9) e um grave pecado contra Deus (Gn 39:9).
c)
José suportou a dor da demora de Deus.
• José foi injustiçado na sua casa.
• José foi injustiçado no seu
trabalho.
• José foi injustiçado na prisão.
• Passaram-se 13 anos até que ele
fosse recompensado. Você pode imaginar o que viver em fidelidade tanto tempo
até Deus reverter a situação.
• William Cowper, o brilhante poeta
inglês escreveu: “Por trás de uma providência carrancuda, esconde-se a face sorridente
de Deus”.
a John Bunyam – 14 anos presos em
Bedford por pregar. Via das grades da prisão, sua primogênita cega e isso lhe
cortava o coração. Mas na prisão, ele escreveu o livro mais lido no mundo
depois da Bíblia “O Peregrino”.
• MAS DEUS ESTAVA COM ELE – A
presença de Deus é real, embora não vista; a presença de Deus é constante,
embora nem sempre sentida; a presença de Deus é restauradora, embora nem sempre
reconhecida.
• MAS DEUS ESTAVA COM ELE – Há um
plano perfeito sendo traçado no andar de cima. Deus está no controle. Ele está
vendo o fim da história. Ele vai tecendo os fios da história de acordo com o
seu sábio propósito. Os dramas da nossa vida não apanham Deus de surpresa. Os
imprevistos dos homens não frustram os desígnios de Deus. Deus já havia
anunciado a Abraão que sua descendência estaria no Egito. Deus estava usando o
infortúnio para cumprir os seus gloriosos propósitos.
• MAS DEUS ESTAVA COM ELE – Deus
jamais desampara os que confiam nele. Ele não nos poupa dos problemas, mas
caminha conosco nos problemas. 1) Quando passamos pelo vale da sombra da morte,
ele vai
conosco; 2) Quando passamos pelas
ondas, rios, fogo – ele vai conosco; 3) Quando os amigos de Daniel estavam na
fornalha, o quarto homem estava com eles; 4) Jesus prometeu estar conosco
sempre, todos os dias da nossa vida, até a consumação dos séculos.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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